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O Cravo e a Rosa

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Eram como linhas paralelas e, por isso, jamais iriam se cruzar.

 

Por mais que ela preferisse morango e ele baunilha. Ou que ela teimasse em se afastar quando mais queria que ele chegasse perto.

Jamais sonharam em dormir juntos, mas sonharam várias vezes em acordar… Por serem tão opostos, talvez levassem a vida inteira pra perceber que se atraíam e distraíam, tudo ao mesmo tempo. Por mais que desejassem uma vida em preto e branco, eles viviam em tons de cinza. Mas quando ele te pedia pra ficar, você ia embora e, por mais que te chamasse de flor, você desesperadamente tentava esconder os seus espinhos.

 

Diziam “não” quando perguntavam mas, secretamente, diziam “sim” um para o outro. Até que um dia, os dois cansaram de tudo que começa e queriam algo que continuasse.

 

Quando era tarde, aproveitavam a madrugada e quando era cedo, assistiam o sol nascer. Todas as noites ela pensava nele e todas as manhãs ele pensava nela. Mesmo sem saber se ia durar uma noite, ou a vida toda.

 

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Eram como linhas paralelas e, por isso, jamais iriam se cruzar.

Mas, por serem paralelos, andavam lado a lado.

 

 

Em algum lugar entre sorrisos breves e conversas longas… O cravo se apaixonou pela rosa. Compreendia seus espinhos.

Humberto Cardoso Filho

Humberto Cardoso Filho

Paulista radicado em SC, publicitário por formação e escritor por Hobby. Apareço, normalmente, 2 quartas por mês aqui no Uma Boa Dose compartilhando um pouco do meu mundo. Apaixonado por trabalho voluntário, hoje sou Organizador do TEDxBlumenau. Acredito que histórias tem, sim, poder transformador e busco usar as palavras com esse objetivo.
Humberto Cardoso Filho

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Sem comentários

  • Marilde 04/06/2014   Reply →

    Que lindo…lindo…lindo ! parabéns pelo texto, cravo…e que bom que a rosa te inspira!

Degustando...