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Daquelas histórias que não aconteceram com ninguém, e poderiam ter acontecido com todo mundo.

 

– por Humberto Cardoso Filho e Bruna Estevanin

 

 

 

Me desculpe por essa carta ser tão longa, mas é que eu estava sem tempo de escrever bem.

 

Eu pensei em todas as razões possíveis pra te escrever. E a única razão que eu cheguei é que eu não tenho razão nenhuma. Mas acho que melhor que fazer promessas e planos é fazer surpresas e eu espero que você fique surpresa.

Confesso. Eu não tenho muito pra te oferecer, sabe? Só tem eu, e essa vontade louca de segurar a sua mão. Mas acho que é um bom começo. Vai que as nossas linhas tortas, por serem assim, resolvam se cruzar e os nossos destinos se apaixonem no meio do caminho? Eu não tenho pressa… Até acho que é aos pouquinhos que essas coisas acontecem.

 

A verdade é que eu acredito que você é uma daquelas chances boas que a vida não te oferece duas vezes e por isso a coragem ficou maior que o medo.

A gente nem precisa fazer nada. Podemos só sentar e deixar o seu silêncio conversar com o meu. Até o seu silêncio, olhando pra mim, é bonito.

 

Mesmo que não dê certo, eu acho que seria um privilégio ter meu coração quebrado por você.

Eu não vou te obrigar a ficar. Mas vai que na hora de se despedir, eu fique vermelho ou você erre o beijo na bochecha?

 

Eu lembro de ouvir você falar que as pessoas que enrusbescem são suas favoritas.

O que você vai fazer essa sexta?

Com carinho,

P.S. Que mal lhe pergunte, qual chave eu levo pra te abrir um sorriso?

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9

 

 

Oi =)

Agora quem tem que pedir desculpas sou eu, pela demora em responder. Não foi por falta do que dizer, foi por não saber como.

Sabe, não sei lidar bem com sentimentos. Nem com abraços. Nem com demonstrações de afeto.

Já soube, mas me parece tão mais seguro viver sem eles. É como se, ao não mostrar, eu não sentisse. E nós dois sabemos que essa é uma mentira completa.

 

Eu sinto. E sinto muito. Sinto muito por não te dizer mais vezes o quanto gosto de você. De graça. E por não ter dito antes.

Sinto muito, mas sinto pra dentro. Ainda tô aprendendo a colocar isso tudo para fora. E tenho que dar esse mérito pra você. Você me obriga, a gente até briga, mas eu sempre quero mais.

 

Você me perguntou o que eu vou fazer na sexta. Te respondo: nessa sexta eu vou sair com você.

Você passa lá em casa às 19h30. Mentira, às 20h. Porque eu vou atrasar. Vou vestir meu armário inteiro e acabar escolhendo a primeira roupa que experimentei.

Vou falar rápido e vou falar muito. Vou fazer piadas pra disfarçar o quanto tô nervosa.

Vou fingir que não li todos os seus textos para não dar pistas. Você sabe, eu sou durona.

 

A gente vai tomar uma em algum lugar despretensioso, conversar muito, até em silêncio, e o nervosismo vai passar.

E, se você quebrar o meu coração, que se dane.

Nessa sexta, não vou ter medo. Eu prometo. E essa é a única promessa que vou me permitir fazer.

Então, o que me diz… Me pega aqui às 20h?

Um beijo,

 

P.s.: Não precisa enrubescer para ser minha pessoa favorita. Você já é. Mesmo sendo um baita cara de pau.

P.s. 2: Pode levar duas chaves, só pra dar um mistério. A verdade é que eu provavelmente já vou sorrir assim que eu te ver chegando.

Humberto Cardoso Filho

Humberto Cardoso Filho

Paulista radicado em SC, publicitário por formação e escritor por Hobby. Apareço, normalmente, 2 quartas por mês aqui no Uma Boa Dose compartilhando um pouco do meu mundo. Apaixonado por trabalho voluntário, hoje sou Organizador do TEDxBlumenau. Acredito que histórias tem, sim, poder transformador e busco usar as palavras com esse objetivo.
Humberto Cardoso Filho

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