Conspiração

Seções

– por Guylherme Morais e Yves Seraphim

 

Em um bar de esquina dois velhos amigos conversavam:

 

– Ei, Clóvis, o que é que você achou dessa Copa? Aliás, esperto como você é deve saber que é tudo falcatrua.

– Olha, Vicente… Eu não sei muito bem se acredito nessas coisas, mas que foi estranho foi!

– Como assim não acredita?! A Copa é só um exemplo pitoco. O pior somos nós que temos a vida controlada pelos “Ilumi”… Alguma coisa. As pirâmides então! Só podem ter sido os alienígenas. Larga de ser besta, mermão!

– Illuminatis, Vicente. Mas será que eles controlaram a Copa também? Sei não…

– Que isso?! Os Illuminati têm mais o que fazer; dominar o mundo e tal. A copa só pode ser coisa dos Argentinos! Compraram tudo, mas para não dar pinta de ter algo por baixo dos panos perderam na final. Onde já se viu aqueles jogadores de primeira categoria desperdiçando cada gol…

– Ahhh, Vicente! A velhice está te subindo à cabeça. Para de ser gagá. Vamos falar de coisa séria. Você viu aquele avião que derrubaram na Ucrânia? Eu li que tinham mais de 100 dos principais especialistas em AIDS do planeta. Isso sim parece ser coisa dos Illuminatis…

– Para mim, essa história é maior do que se pensa. Em menos de um ano dois aviões da Malasyan Arilines caem, os dois em circunstâncias misteriosas. Só pode ser um conglomerado de empresas aéreas querendo acabar com o crescimento da Malasyan.

– Agora sim você falou alguma coisa que faz sentido. Mas quem será? American Airlines? Air France? Se tivesse alguma grande empresa brasileira dava até pra botar a culpa na Dilma…

– Como assim “dava”?! A esquerda brasileira tá toda metida dentro disso pra reviver a Varig. Só pode ser…

– Ahh não! Isso eu não vou aceitar! Se a Varig voltar ela será reeleita. Não quero deixar isso pros meus netos! Bom mesmo era no tempo do Médici.

– É, Clóvis… Não tá fácil não, mas fica tranquilo que ouvi falar que congelaram o cérebro dele. Logo, logo vão pôr no corpo que guardaram também em câmara fria.

– Ah, Vicente! Lá vem você com a sua esclerose… Eu vou embora porque preciso cuidar da minha coleção de selos. Vê se não fica aí pensando muito e vai logo pra casa também.

– Vamos juntos então que tenho muita coisa pra te contar no caminho, tem cada uma que você precisa ouvir…

– Tá bom, Vicente. Tá bom…

 

Enquanto os dois amigos se levantavam, outro grupo de senhores dialogava:

– Ei, vocês tão vendo aqueles dois indo embora?

– O careca e o manco?

– Sim, sim. Eles mesmos. Perceberam que eles tão sempre bebendo aqui?

– Aham… O que é que tem?

– Ouvi falar que eles querem é passar conversa no dono do bar, o Tonhão, para comprar o lugar e construir uma farmácia. Vamos lá ter uma papo com eles, dizer que gostamos daqui e que nada vai mudar enquanto não quisermos.

– Mas que fundamento você tem para essas suas “informações”?

– Fundamento?! Quem é que precisa disso?

 

 

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