Conexão entre a razão e a emoção

A qualquer pessoa que se pergunte o que ela deseja da vida, a resposta mais comum será “ser feliz”, em algum nível todos nós desejamos isso. No entanto, se perguntarmos a essas pessoas o que elas fazem para ser feliz, a resposta dificilmente virá em outro formato que não envolvendo algo material ou racional. Comprar uma casa, um iate, uma roupa, ir a uma festa, passar no vestibular, fazer um mestrado, trabalhar, viajar, and so on. Todos esses atos podem envolver níveis de felicidade muito grandes, isso nem pode ser questionado, o problema é: por quanto tempo? Quanto tempo dura a felicidade que é conquistada com coisas materiais?

A felicidade é uma emoção, por isso é mais que óbvio que devemos desenvolver um sentimento de felicidade. Mas.. como construir uma emoção ou um sentimento? Acho que a resposta está na disciplina emocional, na forma como moldamos nosso pensamento em torno de uma situação ou de um momento de emoção. E mesmo que muitas coisas devam ser levadas em conta nesse autocontrole – a parte biológica/química, cultural e de força dos hábitos – a construção de uma vida mais feliz e saudável depende de nós mesmos.

Ai então, entra a conexão entre de tudo aquilo que sabemos, da disciplina e hábitos saudáveis que criamos em torno de nós mesmos, ou seja o lado racional, com as nossas emoções, os sentimentos que surgem do inesperado (bons ou ruins). Mas para aqueles que acham que essa conexão gera a privação ou um bloqueio de emoções, é justamente o contrário, a disciplina é um ato libertador, exige de nós autoconhecimento e percepção do mundo que nos rodeia, quando se descobre como lidar com as emoções e usar elas de maneira inteligente, a gente consegue amar mais, se doar mais, ter menos medo das situações e da vida.

Todo pensamento que temos é inundado de algum sentimento, é impossível pensar nas coisas e não sentir algo, o problema é justamente não ficarmos presos às lembranças ou à ilusão de que só a posse de coisas que nos trará felicidade. É importante vivenciarmos a criação de uma felicidade que venha do fundo da nossa alma e que traga consciência e sabedoria. Depois de nos conectarmos a nós mesmos (cérebro e coração), será muito mais fácil estabelecer outras conexões, com a natureza, com outras pessoas, com outras ideias, criando outros sentimentos, perspectivas e realidades.

Gabe Hansel

Gabe Hansel

Uma criança curiosa, uma adulta filosofa, uma adolescente rebelde e uma senhorinha alegre e contadora de piadas. Poderia ser a sinopse de um filme brega, mas é só um resumo das múltiplas personalidade dessa publicitária e atual estudante de administração pública. Gabe tem vícios em Youtube, Netflix, coisas belas, conhecimento, pessoas e mudanças. Aqui no Uma Boa Dose encontra espaço para refletir sobre a vida, amores, histórias e experiências, e ama compartilhar tudo isso com vocês.
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