Precisamos Conversar

conversas

Conversas constróem o mundo. Independentemente de se faladas, escritas, ou até mesmo representadas em desenhos e símbolos, elas são como tijolinhos, partes de um coletivo que resulta em algo muito maior.

São elos. Nós que laçamos no decorrer de nossas vidas.

São o que perfuram a fina membrana que separa “eu” de “você”, e “nós” do “mundo”. Por isso, é tão vital em nossas vidas.

Sem ela, creio não que iríamos muito longe. A ausência da troca de ideias tornaria o desenvolvimento de uma sociedade nos moldes que temos hoje muito difícil.

A comunicação, mãe de tudo o que transmite uma mensagem de qualquer natureza de um ponto a outro, é onipresente. Comunicamo-nos o tempo todo: num olhar; num sorriso tristonho; num toque suave. Estamos sempre prontos para contar algo para quem estiver aberto, mesmo que sem se dar conta disso.

Uma conversa. parte deste mecanismo vivo, é como um livro em branco: preenchemo-lo ao vivo e a cores, no desenrolar de palavras e gestos, olhares e entrelinhas.

É muito travessa: sempre está pronta para roubar a cena, criar laços (ou desfazê-los). Sapeca que só, não precisa de palavras ou de outro alguém. Faz-se acontecer, com ou sem empurrãozinho.

Neste contexto, tudo é bate-papo.

E quando me refiro a “tudo”, estou incluindo aquela discussão que você reviveu mentalmente e venceu (quem nunca?); Aquelas verdades que você disse sozinho ao espelho do banheiro; Aquelas coisas que você nunca contou para mais ninguém além das últimas folhas do caderno do colégio. 😉

Minha pergunta é: sobre o quê você quer conversar com o mundo?

Uma ciência.

Conversar é arte. Digo isto não só por ser a ferramenta que nos conecta a algo/alguém, mas pelo poder que tem para transformar. Uma conversa não é só um emaranhado de palavras estruturadas por uma gramática. É, mais que isso, uma chave que pode abrir muitas portas, inclusive a do coração.

***

Cara a cara consigo mesmo.

Cara a cara consigo mesmo. Fonte: Google

Na próxima vez que for conversar na frente do espelho, tente aplicar essas dicas:

Quando se olhar, tente ver além do seu reflexo. Busque em seus olhos o que você quer dizer;

Não filtre as palavras que vierem à mente. Você não precisa ser político consigo mesmo, certo?

Não tente organizar as ideias. Ao menos não enquanto elas estiverem surgindo. Faça anotações se achar que vai esquecer de algo.

Permita-se. Sentimentos são nossas melhores práticas. Talvez não devam nos guiar sempre, mas certamente podem ser parâmetros. Nossos coraçōes são bússolas. Apontam apenas nosso norte. O caminho para chegar lá cabe a nós traçar.

Se seu coração estiver borbulhando, você está, absolutamente, no caminho certo.

Por último, fique sempre atento.

Sempre teremos algo a dizer. Consequentemente, teremos algo a ouvir.

Seja sobre o que for. E quando for… Tenha a conversa da sua vida. Afinal, acima de tudo, seja hoje ou amanhã… Precisamos conversar.

😉

Murilo Igarachi

Murilo Igarachi

Paulistano com descendência na Lua. É daqueles que você tem cantando sozinho na fila do metrô ou balançando as pernas como uma criança num banco de praça qualquer. Questiona tudo o que vê e busca achar um sentido para tudo, em especial para a vida e seus misteriosos mecanismos. Amante nato de natureza, apesar de ser de exatas, ama dias ensolarados e chuvas de verão. A cada duas Quintas, aparece espalhar doses de vida, amor em suas mais variantes e você, muito você. :3
Murilo Igarachi

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