Sorrisos, lágrimas e conversas à meia-noite

conversas

O relógio bate meia-noite. A tela do meu celular brilha indicando um nova chamada. Só consigo notar que alguém me liga porque no silêncio e escuridão de meu quarto, essa é a única luz presente.

Respiro fundo.

Quero atender. Não quero atender.

Quero atender porque do outro lado está a pessoa que segura minha felicidade nas mãos. Não quero atender porque do outro lado está a pessoa segura minha felicidade nas mãos.

Recordo-me da vez em que ficamos até as quatro da manhã fazendo planos para o futuro. Foi nesse dia que repeti pela milésima vez como eu me apaixonei por você, e, juntos, rimos, porque foi bom, porque é bom.

Mas, juntamente com essa lembrança, corre livremente por minha mente o dia em que você me ligou para dizer que estava difícil, que não era forte e que não saberia continuar. Choramos juntos.

Nossas conversas são sobre os mais variados tópicos, mas gosto mesmo quando faço você rir. Chorar nunca faz parte dos meus planos. Então, quando conversamos, faço questão de logo soltar meus gracejos em seu ouvido. Assim, suave e divertido.

Essas conversas que nos trouxeram onde estamos hoje. Essas conversas que nos fazem felizes e tristes. Esses sons que tomam forma no breu de meu quarto. Essas palavras que tomam forma em minhas mensagens. Todas elas, conversas. Nossas conversas. O que mais estimo, e o que mais temo.

Do outro lado está a pessoa que segura a minha felicidade nas mãos. Do outro lado está a pessoa que me põe um largo sorriso no rosto. Essas conversas. Moldada a dois. Feita para dois. Feitas por eu e você.

A tela está brilhando.

Seu nome está lá.

Minha chance de ser feliz. Meu medo de ser feliz.

“Alô?”

Ingrid Tanan

Ingrid Tanan

A Ingrid é a moça dos sorrisos com covinhas e das bochechas rosadas. Ela aprecia um bom livro e, mais ainda, uma longa conversa sobre ele. Apaixonada por design, música, Friends, marshmallow, Tim Burton, cadernetas, postais e post-its. Acredita que escrever é seu momento – é poder estar consigo e refletir sobre o finito e infinito. Você pode encontrá-la em qualquer livraria de São Paulo ou às sextas aqui no Uma Boa Dose.
Ingrid Tanan

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