Foto: Tumblr.

Hippie, hardcore ou executiva: mãe é mãe, mãe é arte

Saia longa colorida, regata estampada, rasteirinha e colares grandes.

Calça social e blazer, salto alto e bolsa cheia de bugiganga de trabalho.

Calça jeans, coturno e jaqueta de couro – com óculos escuros super hardcore.

Camisa, calça jeans flaire e um baita saltão, além, claro, de um batom colorido.

Vestido florido, sapatilha e um cardigan por cima.

Não importa se a sua mãe é hippie, executiva, autônoma, moderninha, hardcore, romântica, uma coisa eu lhes afirmo: ela é única, assim como o amor dela por ti

Desde que me conheço por gente, minha vó Carmen Lúcia dizia que nada se sabe sobre filhos até que os tenha, como já nos denuncia Vinicius. Durante a vida inteira ouvi milhões de vezes falas desse tipo, a respeito das maravilhas da maternidade, dos seus desafios e responsabilidades; além da particularidade do feito: você se torna mãe, de alguma forma. Ou seja, só se torna mãe quando se é, de fato, uma – da forma que a maternidade lhe encontrar, contudo. Porém, ser mãe é ser completa? De forma alguma!

Mãe tem todo o direito de errar, falar palavrão, dizer provérbios e ditados trocados, embaralhar a sequência das coisas; porque mãe pede desculpa. (E, sabe, pra elas também não é fácil reconhecer a necessidade de um pedido de desculpas). Mãe pode, sim, dizer que a gente não pode ir à manicure com ela toda a semana porque um dia a gente vai ter que arcar com essa despesa nós mesmas, “pode haver uma decepçãozinha se pesar no orçamento de recém-adultos, né… Por que você não aprende a fazer a unha sozinha?”.

Mãe pode dizer “não” e justificar que nós entenderemos os porquês só quando mais velhos. Mãe pode puxar a orelha – figurativamente -, pode discutir, pode questionar. Por isso, por deter todo esse poder sobre um pequeno ser humano, mãe é extraordinária. Mãe nem sempre entende que deve nos dar espaço, porque elas nos querem afogar de carinho. Mãe não entende nosso mal-humor matinal, mas porque ela nos quer sorrindo logo cedo.

Meu pai é pai-e-mãe, minha vó é uma mãe minha (duas vezes), minha querida bisa era uma mãezona (“ser mãe três vezes, vê se pode!”, ela dizia), minha tia é mãe – e eu usufruo dessa maternidade de vez em quando. Mãe é amor, pura e simplesmente. Ademais, mãe está sempre presente e mesmo quando não pode estar, dá um jeitinho de fazer com que a sintamos por perto. Mãe está indelevelmente no coração, com todo o amor do mundo inteiro.

Carla Mereles

Morena de cidade alemã, tem na escrita a sua maior liberdade. Além disso, tem inquietação por tudo o que parece fora do lugar – ou num mesmo lugar há muito tempo. Crê na força das palavras, no poder catalisador da música (em especial a quem a faz) e, principalmente, na força sinérgica das pessoas. Gosta de ouvir e contar histórias, sempre que pode está na/pega a/bota o pé na estrada e deseja um dia ter a sabedoria em bem enxergar o mundo.

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