American Dream

nova york

Fonte: Tumblr

Eu cresci sonhando com Nova York. Quando era criança, assistia ao filme “ABC do Amor” e morria de inveja das crianças que, depois da escola, iam dar uma volta de patins em meio a paisagens maravilhosas e cantos escondidinhos do Central Park. Quando pré-adolescente, conheci as mulheres de “Sex And The City” e desejei, quando adulta, ser como elas: elegantes, bem resolvidas e independentes. Aí veio “Gossip Girl” e todo fanatismo que Serena Van der Woodsen é capaz de gerar numa menina de 18 anos. Eu queria me vestir como ela, almoçar nos mesmos lugares, ter o mesmo grupo de amigos e me encaixar tão bem naquela cidade como ela se encaixava. Há pouco tempo, me viciei em “How I Met Your Mother” e também desejei ser parte daquele grupo de pessoas tão incríveis – animadas, leais umas às outras e, mais uma vez, tão nova-iorquinas.

Demorou, mas chegou: desembarquei no John F. Kennedy International Airport no último mês. No caminho do aeroporto para o hotel, fui tentando assimilar a ideia de que eu realmente estava lá. Pela janela, olhava as casinhas e queria morar em cada uma delas. Olhava as pessoas e queria ser amiga de todos. Olhava as cafeterias, presentes em cada esquina, e queria provar um café e um bagel em todas elas. Queria descer do táxi, ir a pé, conhecer cada centímetro daquelas ruas numeradas e tão bem organizadas. Nova York é realmente muito maravilhosa. É como um filme na vida real.

Tudo é lindo e arrebatador. A ponte do Brooklyn, a vista estonteante do topo do Empire State, o imponente prédio novo do World Trade Center, a simbólica Estátua da Liberdade, os emocionantes musicais da Broadway, os enormes acervos dos museus e a agitadíssima e iluminada Times Square. Mas não é só isso. Nova York me conquista nas pequenas coisas. O céu azul, o vento gelado, o hot-dog de um dólar, os pedestres carregando seus copos de café no meio da correria, o cheesecake – que não há igual em nenhum lugar do mundo –, os táxis amarelos, as bikes correndo pelas avenidas, os cachorros no parque, a multidão, as luzes, as cores, o agito – a vida lá nunca para. De manhã, de tarde, de noite, de madrugada – acontece de tudo, o tempo todo. E eu garanto: de perto, é ainda melhor.

See you soon, New York.

Mariana Toledo

Mariana Toledo

O sorriso é sua marca registrada. Vive com a cabeça borbulhando ideias e novos projetos, lamentando o dia ter apenas 24 horas. Sensível, chora mais de alegria do que de tristeza. Sua capacidade em lembrar memórias de infância é invejável, não deixando escapar aromas e sensações. Professora, gosta de escrever, cantar, dançar e atuar – nada profissionalmente – seu palco é mesmo a sala de aula.
Mariana Toledo

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