Fonte: tumblr

Conto de Ano Novo

Antes de sair do carro, Isabella olhou-se rapidamente no espelho retrovisor para conferir a maquiagem. Sorriu para si mesma, respirou fundo e seguiu em direção à festa. Era a primeira vez que passaria a noite de ano novo longe de sua família. Esther, sua amiga desde o Colégio, já havia lhe convidado inúmeras vezes para passar a virada à beira-mar, mas ela não se sentia segura em deixar os pais sozinhos. Mas aquele havia sido um ano bastante difícil e Isabella estava determinada a recomeçar a vida de um jeito diferente.

A festa seguia animada. Isabella estava encantada com cada detalhe da decoração. As pessoas, todas impecavelmente vestidas de branco, desfilavam pelo amplo apartamento distribuindo sorrisos. Certamente todos tinham suas preocupações, mas de alguma forma conseguiam deixar aquilo para trás naquele momento. “Sábia decisão”, pensou. E os acompanhou em direção ao elevador. A festa continuaria na areia da praia.

10, 9, 8…  A contagem regressiva em uníssono anunciava a chegada de um novo ano. Casais se procuravam e se encontravam. Pais e filhos se abraçavam e reforçavam seus laços familiares. Por alguns instantes Isabella arrependeu-se de estar ali. Distraiu-se maravilhada pelo espetáculo de cores que os fogos de artifício desenhavam no céu. E então sentiu um arrepio percorrendo sua coluna e suas pernas ficarem bambas.

Era Ricardo, primo de Esther que morava nos Estados Unidos, que havia entrelaçado sua mão na dela e a puxava em direção ao mar.

– Vamos pular as sete ondas, Isabella! Quero que Iemanjá me dê sorte o ano inteiro.

Mal sabiam eles que aquele era o início de uma linda história de amor. Um encontro que ficaria em suas memórias para a vida inteira.

Ana Kienen

O sorriso é sua marca registrada. Vive com a cabeça borbulhando ideias e novos projetos, lamentando o dia ter apenas 24 horas. Sensível, chora mais de alegria do que de tristeza. Sua capacidade em lembrar memórias de infância é invejável, não deixando escapar aromas e sensações. Professora, gosta de escrever, cantar, dançar e atuar – nada profissionalmente – seu palco é mesmo a sala de aula.

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