João Vítor Krieger

João Vítor Krieger

Catarinense de sotaque meio vago e de 1992, gosto de cartões-postais, meios termos e de estar sempre com meu ukulele e uma gaita a tiracolo. Uso meu tempo tentando dar bom uso ao meu diploma de bacharel, voluntariando em alguma causa, e escrevendo histórias mais ou menos inventadas a cada duas terças-feiras aqui no Uma Boa Dose. Sonho em viver em um mundo onde as pessoas não achem o alemão um idioma tão feio assim, e onde Assunção esteja sempre a 15 minutos de casa.

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A Soma de Todos Nós: Por Onde Começar

Pra mudar o mundo, por onde a gente começa? Pro mundo, para a cidade ou pro nosso grupo de pessoas: é a soma de nós todos, em nossa diversidade, que responde a essas contas que não fecham quando a gente fala do Brasil e do mundo. Eu acredito nesse coletivo.

A Primeira Vez na Praia (ou Ovi, Tererê e nossa Niñez eterna)

Já fez amizade com um latino-americano? Pense em você dividindo uma cuia por vez numa roda, e ouvindo boas histórias. Rindo, e provavelmente sentindo-se parte de uma amizade que nasceu em questão de minutos. Lá está você, passando o mate e certamente aprendendo alguma coisa que mudará sua vida, e quem sabe a ser niño de novo e sempre que precisar. Curtiu? Então vem junto. E não segure o mate tempo demais.

Saudades, sempre no Plural

Saudade, pra mim, tem que ser com ‘s’ no final e entonação convicta, pra deixar claro que são muitas. Porque a gente, vindo desse lugar tão múltiplo que é o Brasil, só poderia sentir no plural, mesmo sendo o sentimento tão singular.

Brasil. Ordem e progresso, suspiros e saudades — de quem a gente é, de quem a gente já foi, e de quem a gente ainda há de ser.

A Arte das Brigas Boas

Brigar pode ser uma fina arte. É preciso saber calcular com a mente de um enxadrista, escutar com a estabilidade emocional de um monge zen-budista e avançar na conversa com o jogo de cintura de um diplomata.

Mas precisa de tudo isso? E se brigas pudessem ser boas também? É possível encará-las de maneira otimista?

Por Que Estou Sempre Atrasado

Às vezes a gente não consegue evitar. Você olha o relógio e sabe que tem que sair, mas não sai. O atraso parece habitar você em sua mais profunda essência, junto com um otimismo inabalável. “Meu destino fica a 30 minutos daqui; chegarei lá em 10”, você pensa. E sai de casa, super feliz, até se dar conta de que alguém está te esperando e você nunca vai chegar a tempo. E esse alguém deve estar bem puto. De novo.

Mas não é por maldade, é? Tem algo mais profundo nessa arte maldita de nunca estar lá na hora combinada, e o Tim, do WaitButWhy.com, tem um baita artigo sobre isso. A gente traz aqui uma tradução abaixo e espera que você curta!

A gente sempre sabe.

A gente sempre sabe quando é amor. Eis uma rapidíssima história sobre isso: *** “Toca aquela de novo”, me pede Charlotte diante do piano. “Aquela mais bonita que você ainda não terminou de aprender, sabe?” Meu repertório é curtíssimo, embora saiba que a meia dúzia de canções que sei pela metade já são suficiente, ao menos pra […]

Nós, os Apaixonados pela Cidade

Enamorar-se por sua cidade é um verdadeiro ofício. Explico: há dois tipos de moradores em uma cidade. Digo isso pensando em Blumenau, mas suspeito que a segmentação se faça verdadeira em outros lugares também. De um lado, você tem os desacreditados. São os haters, e aqueles que compilam diariamente um rol de insatisfações, frustrações e […]

Os Brigadeiros do Gui

Aperto o play: “Dindo, estou na sua casa”, diz uma voz risonha de criança.

É meu afilhado e primo de quatro anos de idade.

“Dindo, a gente tá fazendo brigadeiro…” — ele continua ao som de alguém rindo e sussurrando ao fundo, que definitivamente é minha irmã — “a gente tá fazendo brigadeiro e você nem sabe.”

‘Você nem sabe’, repito mentalmente pra entender direito de onde veio essa. “Você nem sabe e…”, ele hesita, “onde você está, Dindo?”

Fim do áudio. Às vezes parece difícil ponderar o que pesa mais na balança.

2015: Nosso Senhor da Redenção e Esperança

Aquelas fitinhas do Senhor do Bonfim: uma pulseirinha feita de esperança, desejos e sincretismo. Eis aí um souvenir digno do Brasil. Ou da Bahia, melhor dizendo. Mas ousaria dizer que não faz tanta diferença o seu lugar de origem. Afinal, pecando já de qualquer forma na generalização, todo mundo já teve uma dessas, com os […]

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